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segunda-feira, setembro 07, 2009

Manifesto



Mais de cem pescadores e marinheiros utilizaram suas embarcações para formar a frase "Oceano Ácido", no Alasca. Manifestação lembra que acidificação dos oceanos é decorrência da emissão de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis. (Foto: REUTERS/Lou Dematteis ).

Fonte: G1

sexta-feira, julho 04, 2008

Formação Personalizada (Multi e Interdisciplinar)

Nós oceanólogas, apesar de termos feito o mesmo curso e termos entrado numa mesma turma, temos uma formação "básica" bastante similar, mas dentro do nosso curso é possível acrescentar outros conhecimentos que nos interessam e nos formarmos mais especializadas de acordo com as matérias eletivas possíveis no curso, além das que podemos "puxar" de outros cursos e cursar tendo uma formação bem personalizada.

Como eu "alonguei" minha formação (reprovei umas matérias) acabei aproveitando para fazer várias outras e meu currículo ficou bem personalizado, abaixo vou listar todas as matérias/disciplinas que fiz. Interessante também é colocar que o curso de Oceanologia ele é tanto multidisciplinar quanto interdisciplinar. Multidisciplinar porque temos áreas de conhecimento variadas unidas no nosso currículo e interdisciplinar porque existe um "diálogo" entre muitas dessas disciplinas para "construir o conhecimento dos oceanos". Afinal, todo ambiente é interdisciplinar e a especialização acabou retirando um pouco da visão ambiental e por isso, tantas preocupações com a formação ambiental por aí, e preocupações com o Meio Ambiente, é bem para reconstruir o qe a especialização acabou fragmentando, não vendo as interações. Segue a lista:

Química geral
Geologia geral
Introduçõa à Oceanografia
Fundamentos do processo ecológico
Cálculo
Elementos de Álgebra
Biologia molecular
Oceanografia geológica
Mineralogia e petrografia
Zoologia
Anatomofisiologia vegetal
Oceanografia Física descritiva
Língua francesa instrumental
Introdução à economia pesqueira
Oceanografia Química
Geografia Ambiental
Sedimentologia
Biologia de macroalgas
Bentologia
Ecologia da vegetação costeira
Planctologia
Impactos ambientais em zonas costeiras
Bioquímica estrutural e metabólica
Língua inglesa instrumental
Ecologia onírica
Etologia
Probabilidade e estatistica
Ambientes sedimentares
Direito do mar
Direito ambiental
Fisiologia dos animais marinhos
Física
Meteorologia
Dinâmica dos oceanos
Geologia do Quaternário
Morfodinâmica costeira
Projetos em oceanografia
Introdução à limnologia
Ictiologia
Nectologia
Geoquímica marinha
Manejo de ecossistemas costeiros
Aquacultura
Recursos minerais do mar
Erosão e proteção costeira
Prática de técnicas e equipamentos oceanográficos
Ecologia de Sistemas
Dinâmica de populações pesqueiras
Geoquímica ambiental
Licenciamento ambiental - tópicos especiais
Técnicas de pesca
Trabalho de graduação e estágio

Pois é, isso aí foi tudo que aprendi na faculdade. A parte mais interessante é que quando vejo essas matérias todas, não consigo lembrar dos conhecimentos segmentados, mas sim interagindo... Uma coisa levando à outra. E fora os "registros documentais" de trabalho de graduação e estágio.... Levemos em conta que passei 4,5 anos no Laboratório de Gerenciamento Costeiro da FURG, observando e participando do crescimento, desenvolvimento e transformações das ideias e dos trabalhos executados por lá. Muita coisa, não é mesmo?
Uma viagem no conhecimento desde o estudo de Ciências especializadas até sua integração nas "Oceanografias" e suas aplicações na prática desde os oceanos até as regiões costeiras e, por que não continentais já que tudo de alguma forma vai parar no mar... Nossas aulas na área geológica (Geologia geral, Oceanografia geológica, Mineralogia e petrografia, Sedimentologia, Ambientes sedimentares, Geoquímica marinha, Geoquímica ambiental, Recursos minerais do mar, Erosão e proteção costeira)
principalmente dão essa visão.

(Esse era o post "egocêntrico" que eu tinha para colocar, que havia prometido... ele é mais informativo sobre o que aprendemos e como podemos nos formar. O meu direcionamento foi completamente ambiental para conhecimento e gestão... e com tudo isso de bagagem, entrei no ramo da Educação Ambiental)

sexta-feira, março 21, 2008

Buscas por sargento desaparecido na Antártica continuam

A Marinha do Brasil comunicou nesta quarta-feira (19) que continua à procura do segundo-sargento Laércio de Melo Olegário, que desapareceu em serviço na Antártida no dia 15 de março.

Foto: Kaiser Konrad/Agência Estado
Kaiser Konrad/Agência Estado
Marinha mantém com helicópteros e barcos as buscas pelo segundo-sargento Laércio de Melo Olegário, de 42 anos, que desapareceu na Antártida (Foto: Kaiser Konrad/Agência Estado)

Segundo o novo comunicado divulgado, as buscas estão usando "todos os meios disponíveis na região, dentre os quais dois helicópteros, um da Marinha do Brasil e outro da Força Aérea do Chile, botes infláveis, quadriciclos, veículos terrestres da Estação brasileira".

O sistema interno de TV do navio "Ary Rongel" registrou, pela última vez, imagens do sargento por volta das 6h30 no sábado (15).

O militar, de 42 anos de idade e 23 de trabalho para a Marinha, é casado, possui duas filhas e reside atualmente no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. O sargento integra o grupo de mergulhadores do Ary Rongel.

As autoridades também instauraram Inquérito Policial Militar a fim de apurar o desaparecimento do oficial, com prazo de conclusão de 60 dias.

Segundo o comunicado da Marinha, a família do segundo-sargento tem recebido assistência da instituição e é informada de todos os avanços da busca.


Entenda o caso

O segundo-sargento da Marinha Laércio de Melo Olegário, de 42 anos, desapareceu no sábado (15) do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, que está em serviço na Antártida desde outubro.

O sumiço de Olegário foi percebido quando o navio de apoio seguia das proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) em direção à Base Chilena Presidente Eduardo Frei (Base Frei), na Ilha Rei George. Nesta segunda-feira (17), a temperatura máxima na estação marcava 1ºC e a mínima prevista era de -4º C, de acordo com a Marinha.


Segundo uma nota divulgada pelo comando do 1º Distrito Naval, quando o desaparecimento dele foi notado, as buscas foram imediatamente iniciadas "no navio e em diferentes setores da Baía do Almirantado, apesar das condições meteorológicas severas".



ps: por isso que eu voltei do continente gelado :(

segunda-feira, outubro 15, 2007

SMOG - Lançando polêmica na atmosfera

Como estudamos em Geoquímica Marinha, uma das formas de poluição atmosférica é o SMOG, que se forma da união das palavras smoke (do inglês: fumaça) e fog (do inglês: neblina). Bem sabemos que todo o processo de poluição atmosférica surgiu com a Revolução Industrial, onde o desenvolvimento econômico através da produção industrial foi buscada emitindo muita poluição gerada pela queima de combustíveis fósseis. E atualmente estamos nessa "luta contra os tais gases que acabam com a camada de ozônio". Não sei o quanto estamos na luta individualmente, mas o tal "Protocólo de Kyoto" pediu responsabilidade de alguns países, e alguns não entraram "no jogo", tentado se desviar do assunto dizendo que apóiam pesquisas para novas formas de energia. E o Brasil parece que não tem atingido a meta necessária, também ouvi falar que os países da União Européia que não cumprirem com o "prometido" serão "retirados da Comunidade Européia", se não me engano, parece que Portugal estava na lista. (Não vou confirmar as fontes a vcs porque foram notícias que li e ouvi... Mas todo mundo pode verificar a veracidade com pesquisas rápidas na internet. Pretendo apenas, com este post levantar uma auto-reflexão sobre os assuntos).

Lançando um assunto da revista Veja, publicada em 10 de Outubro de 2007, fala-se de um tal "ELETROSMOG", afinal, estamos tão cercados de tecnologia eletro-eletrônica quanto da tecnologia industrial (sim, aquela da Revolução em meados do século 20, não vamos esquecer que já estamos no século 21!!!).

Vimos o que a tal "revolução industrial causou", mas também não havia muita ciência (saber) na época para alertar sobre o assunto. Atualmente, não temos desculpas com relação à falta de ciência (conhecimento) quanto a muitos assuntos é só buscar saber por várias fontes confiáveis e confirmar umas nas outras. Assim, são feitas as pesquisas.

A citada revista aponta muitos lados:

  1. As queixas dos "eletrossensíveis"




  2. O surgimento de "aparelhos" que permitem insolar as ondas de eletricidade




  3. O que a ciência diz, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) analisou mais de 25 000 casos e não achou que eles sejam nocivos entre outras análises. E alguns "pontos de vista de alguns países" de quem acha melhor previnir:


  • Alemanha: o governo aconselha a população a evitar o uso de redes sem fio (wi-fi) até que se estudem melhor os efeitos de suas ondas eletromagnéticas no organismo;




  • Inglaterra: o Departamento de Saúde sugere aos jovens com emnos de 16 anos que usem o celular somente para ligações essenciais;


  • Suíça: o governo recomenda que aparelhos elétricos e sem fio fiquem a uma distância mínima de 2 metros da cama das crianças.

Meu ponto de vista é: se não exagerarmos em nada, acho que tudo é possível ser utilizado, as medidas sugeridas acima pelos "países" nada mais são que uma "dosagem" de tecnologia adequanda. Onde eu interpretaria como: limitem-se aos seus limites financeiro e do corpo-saúde, jovens e crianças devem interagir com pessoas para que sejam sociáveis e não se isolem atrás de máquinas, e que lugar de dormir é lugar de dormir, principalmente para bebezinhos em formação =)
Este é o ponto de vista de uma das "eletrossensíveis" que acaba até interferindo no campo eletromagnético das maquininhas com as quais trabalha. Podem perguntar ao técnico de informática que não sabia como o meu PC não ligava quando ele tentava ligar e ligava ligeirinho comigo há uns dois anos, se isso é verdade ou não =) Caso ele se lembre ;)


(Fontes:


Revista Veja, 10 de Outubro de 2007;

Minha cabeça com as aulas do professor Dr. Paulo Baisch misturando tudo isso e colocando aqui! =)