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quarta-feira, julho 04, 2012


 Documentário do History Channel: Life after people.
Muito bom pra refletir sobre o que é positivo e o que é negativo nas ações antrópicas.
 E nos mostra que o importante é descobrir o "caminho do meio", o equilíbrio entre a Natureza (incluindo os humanos) e as ações ou interações antrópicas.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Mudanças Climáticas - Mudanças Ambientais


Do blog Eco-Urbano, o Bubbles In The Water também participa do Blog Action Day... Pois, é... Autoria lá e divulgação aqui também....



Mudanças Climáticas

Desde setembro ou outubro de 2007 fico pensando que preciso escrever algo “ambiental” sob um ponto de vista diferenciado. Tanto protelei que acabou se tornando assunto do Blog Action Day, cuja proposta é Climate Changes - Mudanças Climáticas. Um texto ilustrativo... um "continho" para levantar discussão e questionamentos.

Quem é da área ambiental ou q
uem é bom observador sabe que está tudo integrado, então, prefiro escrever sobre Mudanças Ambientais. Afinal, mudanças de clima interferem no ambiente e mudanças no ambiente interferem no clima, é um sistema acoplado. Se não houvesse efeito estufa no princípio dos tempos quando a Terra era bem “novinha”, não haveria vida como temos hoje, poderia ter ocorrido, mas seria diferente. Então, efeito estufa na medida certa retém calor e umidade no planeta, criando um ambiente adequado para a vida como temos no presente. Gases que geram o efeito estufa podem ser de origem natural, por exemplo, advindos de vulcões e, podem ocorrer esses gases devido às ações antrópicas, principalmente nas atividades industriais e, depois, dos produtos industrializados, por exemplo, os carros que consomem combustíveis fósseis.

Dá pra perceber a cadeia aumentando? Tudo o que dizem ser “prejudicial”, assim é, devido ao exagero, ao acúmulo e à superprodução.

Devemos perceber e nos conscientizar que a Terra por si é auto-sustentável, auto-reciclável: o que ela produz, ela reassimila transformando em outras “coisas” que serão, novamente, reassimiladas e transformadas n
ovamente.

Para facilitar a visão e o entendimento, vamos
“pular” a parte da “evolução passada” da vida e vamos para um mundo hipotético bastante parecido com o nosso, com o que conhecemos, mas com foco bastante simplificado, para não nos confundirmos com as complexidades. Neste mundo hipotético existem animais, vegetais e minerais, as criações humanas e os próprios humanos ficam de fora como observadores. Vemos: animais e plantas interagindo sobre o planeta, plantas como alimento de animais, animais como alimento de outros animais, os excrementos dos animais adubando o solo, ou até mesmo funcionando na dispersão de sementes para lugares mais distantes; os animais morrem e por ação de microrganismos, comumente bactérias – Ah, sim! Sempre acham que micróbios só servem para “incomodar” trazendo doenças, mas se não fossem eles trabalhando como usinas de reciclagem, o mundo seria puro lixo acumulado. – que têm por função ou trabalho decompor a matéria em partículas ou moléculas que serão reaproveitadas como nutrientes pelas plantas!

Isso foi bem simples de enxergar? Mas já mostra uma teia complexa das interconexões na Terra. De certa forma, foi tudo simples, natural, “
produzido pela Terra” e os organismos, as vidas têm noção de seu papel e vão realizando, trabalhando, cada um na sua função, ninguém é melhor nem pior do que ninguém, cada um sabe a imensa importância que tem na manutenção da vida, na sustentabilidade.

Além de ciclos biológicos, temos outros ciclos, ou trabalhos que são realizados na Terra para que “tudo aconteça como tem que acontecer” perpetu
ando a vida. Em algumas épocas, num mesmo ano ou volta da Terra em torno do Sol – É, ainda não havia falado sobre ele, mas sem ele também não teríamos vida como conhecemos, é ele quem dá energia para as plantas e as algas crescerem e combinarem os nutrientes do solo e virarem plantas e algas (biomassa). Nestes aumentos ou diminuições de temperaturas anuais – que ocorrem porque às vezes a Terra faz dança de roda mais perto ou mais longe do Sol – as folhas caem e de novo entram os microrganismos em ação para reciclar e retornar nutrientes ao solo que poderão ser usados pela mesma planta ou por outras; depois vem a fase das flores que além de enfeitarem, servem para as abelhas, borboletas e beija-flores passarem por ali e “pegarem pólen” e ao irem para outras plantas os polens de diversas flores “se juntam” e produzem frutos que servem de alimento para diversos animais e produzem sementes que darão origem a outras plantas... Por isso tem tantas plantas por aí e, olha que já existiram muito mais!!!
Além desses movimentos de roda, a Terra vira cambalhota, é algo que ninguém vê, mas muitos cientistas já falaram sobre inversão polar: bem simples, transforma o pólo sul em norte e o pólo norte em sul!

– Ein?

Imaginemos que o norte é a cabeça da Terra (normalmente acham que é mesmo) e que os pés seriam o pólo sul... Aí, a Terra resolve virar cambalhota ou “andar de bananeira”, com os pés para cima e a cabeça para baixo. Isso provoca imensas mudanças, afinal, ninguém consegue ficar andando assim o tempo todo... Claro, que como a Terra não tem pé e nem cabeça, para ela tanto faz... Mas as pessoas ficam meio desorientadas com isso, não só as pessoas, mas também os animais e tudo mais, inclusive os minerais. – Ah, sim! Estes que são importantes para justificar que às vezes, a terra vira cambalhotas, porque a orientação magnética (norte-sul) acaba ficando registrada nas camadas de solo que vão sendo compactadas e armazenadas ao logo do tempo. Isso já aconteceu antes e sempre pode estar acontecendo de novo... E lá vai mais uma mudança natural da terra.

Agora, vamos colocar a humanidade, esses seres tão criativos que tudo transformam e tudo mudam de acordo com sua vontade. As pessoas ficam misturando tudo e recriando à sua visão, descobrem muitas coisas além do que foi contado, descobriram recursos sob o solo, sob as pedras, em vários lugares... É, seres humanos são muito curiosos e criativos e foram inventando coisas a partir da modificação das “coisas da Terra”... Aí, chegou o problema, aquilo que os seres humanos criaram não foi a Terra que criou... Por isso, ela não consegue reassimilar, reciclar e nem os organismos todos que vivem na Terra sabem o que fazer com essas criações dos seres humanos... Só quem pode fazer isso, quem tem condições de fazer isso é a própria humanidade... E essas criações geraram mudanças além das que a Terra estava acostumada.

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Visão de uma oceanóloga, visão de Ciência Integrada

A partir da “historinha” acredito que é possível entender que mudanças climáticas que geram e são geradas por mudanças ambientais num sistema acoplado não podem ser previstas com 100% de certeza e nem estimadas, nem tampouco modeladas se não forem consideradas infinitas variáveis (o que complica o estudo).

Enquanto não “encontram um modelo” que inclua todos os complexos componentes humanos, além dos biológicos, meteorológicos, geológicos e, nesses todos a química e a física, chegando ás influências na área de saúde, não só humana... Não se poderão prever mudanças ambientais, podem-se observar mudanças. E, através de muita cooperação e integração, projetarem-se ações. Ainda verificar-se-á que todas elas recaem sobre a humanidade. E, que simplificando, são mudanças nos humanos, apenas possível através da tomada de consciência. Afinal, muitos tratados e protocolos são elaborados e não são cumpridos, assim como ocorre com muitas leis que não são seguidas.

Portanto, o direcionamento das mudanças ambientais será dado pelo direcionamento das consciências, seja positivo ou negativo.




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Espero comentários das colaboradoras!

quarta-feira, maio 20, 2009

I Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica

Rio Grande - RS
De 20 a 22 de Maio


Apresentação

A Amazônia Azul brasileira, que inclui a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e a Plataforma Continental, mede quase 4,5 milhões de Km2. Esta vasta área apresenta uma grande potencialidade e posição estratégica para o desenvolvimento da nossa nação, entretanto requer esforços ordenados e compartilhados de todos os órgãos e instituições envolvidas no tema. Neste sentido o governo brasileiro lançou em dezembro de 2008 o VII Plano Setorial para os Recursos do Mar (VII PSRM) que define metas e prioridades para o setor até 2011. Além disso, em março de 2009 terminou o 4º Ano Polar Internacional, que tem como objetivo desenvolver pesquisas científicas interdisciplinares voltadas para o conhecimento dos processos ambientais nos pólos, as teleconexões destas regiões com o resto do planeta, a biodiversidade, estado evolutivo e capacidade adaptativa dos organismos antárticos. Como marco do encerramento deste espetacular esforço que envolve dezenas de nações, e a necessidade da comunidade cientifica brasileira discutir e planejar as futuras ações para o aprofundamento do conhecimento e utilização sustentável dos recursos do mar, estamos organizando este evento para reunirmos e discutirmos os principais resultados obtidos nestes últimos anos e projetarmos as perspectivas e necessidades futuras da pesquisa da amazônia azul e antártica. Desta forma este evento tem como objetivos:

1- Congregar entidades, personalidades e pesquisadores que atuam no âmbito da Amazônia Azul, para a realização de debates,em áreas e temas estratégicos para o desenvolvimento do País .

2- Possibilitar a apresentação,a divulgação e a realização de debates sobre os principais avanços científicos e tecnológicos, esultantes de projetos e ações desenvolvidos no contexto do IV Ano Polar Internacional.

3- Analisar os entraves e dificuldades que devem ser superados para tornar o desenvolvimento dos trabalhos mais eficientes.

Mais informações: Amazônia Azul



Comentário pessoal: Ai que lindo...eu fui no Cruzeiro AM 08... E eu amei embarcar!

sexta-feira, maio 15, 2009

Você já viu cargueiros à vela?

Elas têm uma tecnologia alemã que funcionam como as pipas e economizam até 50% de combustível - são uma alternativa limpa para propulsão de navios cargueiros

Você certamente já ouviu falar de barco à vela. E de navio cargueiro à vela? A proposta também soou como brincadeira para os investidores no início do projeto, que encararam com ceticismo a idéia de uma vela movimentar um navio cargueiro. No entanto, a invenção alemã saiu do papel e hoje já cruza os oceanos do mundo todo.

Utilizada como sistema de propulsão auxiliar, o Skysails, como a criação foi batizada, pode reduzir o uso de combustível em até 50%, diminuindo assim a emissão de poluentes na atmosfera – 146 milhões de toneladas de CO­2 ao ano, a empresa calcula.

A vela tem formato de “paraglider”, 160 metros quadrados e flutua de 100 a 300 metros acima do nível do mar, onde os ventos são mais fortes. Ligada por um cabo à proa do navio, é controlada por piloto automático, e pode ser acionada ou desligada durante a viagem de acordo com as condições meteorológicas. “O Skysails funciona como uma asa de avião, só que é costurado com um tecido high tech ultraleve. Ele está equipado com sensores que medem a velocidade e a direção do vento. O autopiloto, então, o dirige de tal forma a aproveitar ao máximo a energia do vento”, explicou o inventor e engenheiro alemão Stefan Wrage à agência de notícias alemã Deutsche Welle.

A vela tem formato de paraglider e flutua de 100 a 300 metros acima do nível do mar

Wrage conta que a idéia de construir uma vela propulsora de navios surgiu quando tinha 15 anos e seus dois hobbies eram empinar pipas e andar de barco. “A idéia veio depois que percebi a imensa energia gerada pela minha pipa em movimento”, ele descreveu ao jornal britânico The Independent. “No dia seguinte, andei de bote e notei que ele ia muito devagar. Então levantei a questão: por que não podemos usar a imensa energia do vento para movimentar barcos? Nunca entendi isso como impossível”.

Os investidores, porém, demoraram a acreditar, como Wrage, que o projeto era mais do que possível: economicamente viável. Segundo ele, depois de suas apresentações era considerado um louco. “As pessoas me falavam que não funcionaria, mas ninguém explicava por que achavam isso”, ele afirmou ao jornal britânico The Guardian. Em 2005, porém, o preço do barril de petróleo aumentou acima de US$ 60 o barril. “De repente, ficou muito mais fácil de levantar dinheiro”, conta Wrage.

Ainda assim, há quem não bote fé no Skysails. Mesmo a empresa tendo ganhado mercado nos últimos anos. “A indústria é, por natureza, muito conservadora e cuidadosa”, justificou Edwin Lampert, editor da revista Marina Engineers Review, ao Guardian.

De acordo com reportagem da Rede Globo, cada vela do Skysails custa em torno de R$ 5 milhões, ou um pouco mais de € 1,6 milhão, “um custo, segundo os capitães dos navios que já operam com o sistema, que pode ser recuperado em apenas 50 viagens transatlânticas. Ou seja, em 10 anos, no máximo, o investimento se paga só com a economia que o vento provoca.”


Maio 11, 2009 06:54 PM

Da Revista Sustenta | Foto: Divulgação



quinta-feira, maio 14, 2009

Investida contra carros pretos

Califórnia quer vetar a cor para diminuir o uso do ar-condicionado

A causa é nobre, mas nem por isso a ideia deixa de ser polêmica. Para evitar gastos desnecessários de energia – e o agravamento do aquecimento global –, o governador da Califórnia (EUA), Arnold Schwarzenegger, quer proibir a cor preta nos carros.

A justificativa para o projeto está no fato de que a cor preta retém mais calor. No verão, quando os termômetros passam dos 40ºC em algumas regiões do Estado, a cor aumenta ainda mais a sensação de calor de quem dirige. Como fica mais quente dentro do carro, o motorista liga o ar-condicionado, e o veículo passa a consumir mais combustível.

A intenção é obrigar a indústria automobilística a usar uma nova tinta que reflita, pelo menos, 20% dos raios solares. As montadoras já começaram os testes e avisaram que a tinta não fica tão escura e que os consumidores provavelmente reclamarão da cor.

Apesar de ser do Partido Republicano – menos afeito a questões ambientais –, Schwarzenegger vem adotando uma série de medidas que têm colocado os californianos na vanguarda quando o assunto é ambiente. Recentemente, o Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (Carb) aprovou a adoção do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono. Ele torna obrigatória a redução pelas indústrias das emissões de CO² e outros gases do efeito estufa – cujo excesso na atmosfera seria o responsável pelo aquecimento global – em 10% até o ano de 2020.

Sacramento, EUA

fonte: Zerohora.com


quarta-feira, abril 08, 2009

O que estamos deixando no planeta: Resíduos sólidos (lixo)


Um dos assuntos prediletos de duas colaboradoras do blog, a Ângela e eu, é o de resíduos sólidos ou lixo, para quem preferir.


Numa das "manchetes" da UOL saiu este vídeo bem interessante sobre produção de resíduos. Constatações de que houve uma grande aumento no consumo e produção de produtos indsutrializados que geram bastante resíduos, a individualização e a pressa como propulsores deste aumento de lixo gerado.

(Veja o vídeo aqui.)

O ponto de vista de quem acha que aterros e mais aterros são a melhor solução (coisa que enquanto eu ouvia fui ficando meio bravinha).

E, finalmente uma visão mais aberta com soluções mais coerentes para esse imenso e sempre crescente problema de resíduos. Falando sobre o reaproveitamento e reciclagem de material pelas indústrias e parceria pública com o setor privado para gerar novos empregos e reduzir o impacto ambiental do nosso consumo desenfreado.

Agora, acrescento uns toques essenciais de educadora ambiental:

É necessário um intenso trabalho de Educação Ambiental ou seja, conscientização a respeito desses assuntos tão distantes de nós nos dias de hoje.

Como tiram o lixo da frente de nossos olhos, a tendência é acharmos que "não é nada"...Afinal, se dá pra tirar da nossa frente e não atrapalhar, não causa problemas. Essa é a visão da maioria, mas a verdade é que todo o lixo que é colocado em embalagens plásticas acaba promovendo impermeabilização do solo e a imperbeabilização do solo provoca enchentes.

Outro trabalho a ser desenvolvido é o do consumo consciente, optando por produtos com menos embalagens. Além de algumas mudanças necessárias nos próprios hábitos alimentares, pois consumindo produtos naturais a geração de lixo é menor, é melhor para a saúde e caso se tenha um jardim, é possível fazer compostagem com o que sobra da preparação dos alimentos.

A mudança de alguns hábitos é o mais complicado de se conseguir, o trabalho tem que ser de grande dedicação e a camapnha deve ser extensa, porque até mesmo a separação do lixo limpo em casa é difícil de ser assimilada.

Até agora, só falando do trabalho mais individual.

Na esfera pública, dar suporte a tudo isso não é fácil, mas necessário. Aumentar a coleta seletiva, aumentar o número de lugares de triagem e incentivar as indústrias a utilizar recicláveis como matéria prima.

Muito trabalho a ser feito pela frente!

E a qualidade de vida das pessoas depende da execução desse trabalho.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Lixo no mar...mais sobre o assunto

Devemos aproveitar os recursos variados para ilustrar o que queremos dizer.
Aí vai mais um video...

Dá pra se ter uma ideia de porque devemos pensar globalmente e agir localmente.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Um mar quase doce ... (parte 1,2 e 3)

O pesquisador Ulrich Seeliger mais uma vez produziu um lindo documentário falando do sul do nosso país, vale conferir!!

Um Mar Quase Doce

O documentário identifica a flora e a fauna e as características ecológicas do sistema lagunar Patos-Mirim, bem como os riscos ambientais do estuário da Lagoa dos Patos. Para fazer o download do video
fonte:http://www.ecomidia.pro.br/videos.html
Parte 1


Parte 2



Parte 3



quarta-feira, outubro 15, 2008

Educação para a cidadania contra a pobreza


POBREZA: subst. Fem. 1. Estado ou qualidade de pobre. 2. A classe dos pobres. POBRE: adj. 1. Que não tem o necessário à vida; sem dinheiro ou meios. 2. Que denota pobreza. 3. Pouco produtivo. 4. Pouco dotado.
(Isto é o que consta no nosso velho amigo, minidicionário da Língua Portuguesa do “tio” Aurélio.)




Falar sobre pobreza é fácil. Enxergar a pobreza é fácil. Mas é muito difícil encontrar soluções. Em nível global, é pior, porque fica mais fácil identificar a pobreza por uma diferença, ou melhor, desigualdade social entre países, as explorações que ocorrem e por aí vai.
Então, prefiro falar em menor escala, e falar sobre as soluções para a pobreza no Brasil. Acredito que uma educação voltada para a cidadania, formação de cidadãos é uma boa solução. Afinal, temos escolas públicas, temos programas políticos para dar assistência às necessidades básicas para uma vida e o crescimento/evolução/progresso individual, dependeria realmente de cada um. Isso é a teoria, na prática, parece que as coisas não funcionam assim, problemas vão se somando, falhas vão se somando e a “coisa não vai” por um “deixa que eu deixo”.
Acho que a educação tem papel fundamental para promover uma consciência a respeito da cidadania, de direitos e deveres dos cidadãos brasileiros. Com isso, as pessoas teriam uma base melhor para se organizarem e fazerem valer seus direitos e exercerem uma real política. O problema é que a educação não teve a atenção merecida por muito tempo. Raramente se colocam questões a respeito de cidadania e constituição brasileira... E todos se sentem excluídos e não-cidadãos. Esses assuntos deveriam ser mais discutidos do que equações matemáticas e disciplinas sem ligação com a vida de cada aluno...
Penso que educação e conhecimento levam à autonomia e com isso a uma saída da pobreza. A pobreza financeira ou de recursos é reflexo de pobreza de saberes, conhecimentos e vontade. A pobreza causa degradação ambiental seja por uso/exploração incorreta do meio ambiente, seja por reflexo de como as pessoas sentem que são tratadas.
Nisto, a Educação Ambiental tem importância fundamental no despertar de consciências sobre a responsabilidade da construção da vida de cada um, de como tratamos o meio e as pessoas. Por isso, a Educação Ambiental é um instrumento de Educação para a Cidadania, mostrando o que pode ser feito e como, com co-responsabilidade e co-operação. O MEIO AMBIENTE é o grande meio! Onde se começa a perceber que compartilhamos nossas vidas com todos... É reflexo de nossos sonhos e ações... E, portanto, depende de cada um e de todos nós.

Apesar de escrever pensando no Brasil, com poucas adaptações, poderiam ser soluções globais.



sexta-feira, agosto 22, 2008

Aí, eu fui...


Como a Angel colocou uma indicação muito direcionada para visitar uma exposição... lá fui eu!
Além da exposição na quinta-feira (21/08/200/), no dia anterior ( quarta-feira 20/08/2008) fui visitar a cooperativa de catadores e célula de triagem da Móoca, junto aos alunos da EMEE Neusa Basseto. Fomos lá... O pessoal da cooperativa recebeu todo mundo super bem. Explicou como funciona muita coisa (e eu tendo várias idéias...). O espaço é fornecido pela prefeitura, mas as contas são de responsabilidade da cooperativa. Todo mundo trabalha, vende o material pras recicladoras, pagam as contas e o que resta é dividido por todos, achei legal que descontam até o INSS... São cooperados com consciência, inclusive!
Nem todo o material é selecionado porque a esteira fica rodando, muita coisa acaba passando e vai pros aterros do mesmo jeito. Outro problema é que por não lavarem os materiais o cheiro não é lá muito agradável, mas suportável... Aí vem algo que sempre lembro e relembro as pessoas: limpar e lavar o material reciclável. Mesmo com a separação, acaba passando material orgânico... outro problema na fonte geradora do lixo. Além disso, temos muitas embalagens que não podem ser recicladas... E nesse momento, eu falei da importância do consumidor de exigir dos fabricantes a utilização de materiais menos agressivos ao ambiente e que possam ser reutilizados ou recicláveis! Como fazer isso? O único meio que pensei foi o de contactar os "Serviços de Atendimento ao Consumidor" que sempre tem nas embalagens, e podem argumentar que toda empresa tem que ter responsabilidade socioambiental... Porque dentro em breve, estou vendo leis exigindo isso... no exterior existe e aqui se não fizerem por vontade, cedo ou tarde acaba virando lei também.
Nas curiosidades sobre lixo encontrado, relatos de celulares (que funcionavam...sim, provavelmente o dono trocou por um mais novo e fez a pior coisa do mundo: jogou no lixo em vez de levar a uma loja parecida ou a mesma que comprou onde as empresas se tornam responsáveis por todo o material do celular: metais pesados e tóxicos para o ambiente); correntes de ouro (isso foi descuido ou alguém ficou bravo com quem deu o presente); dinheiro (dinheiro não nasce em árvores, mas pode ser encontrado no lixo!) e assim vai....
No fim, a nossa guia (uma cooperada), falou sobre umas salinhas onde ocorriam oficinas de arte, papel reciclável, e demais atividades que podem ser trabalhadas para tomada de consciência de que quase nada é lixo, mas estão fechadas por falta de incentivo. E voltamos ao que deve ser corrigido no planeta: a cabecinha das pessoas... é necessário que as pessoas tomem consciêcia das coisas, de suas ações e as reações provocadas por elas. A pecinha que precisa ser consertada no planeta chama: humanidade... nada além!
Ninguém além dos humanos são responsáveis pelas transformações em suas vidas. Suas ações provocam reações no ambiente. No mais, os ciclos e mudanças naturais da Terra são amenos... os naturais, são naturais... de resto... é responsabilidade dos humanos.


A Exposição LixoÚtil é multimídia, mas em grande parte composta por painéis informativos, um quebra-cabeça de material reciclado (plástico) com informações também, e uma salinha de vídeo revestida de material plástico preto, acho que pra dar a sensação de estar dentro do lixo. Mas eu não entrei porque está um calor absurdo em São Paulo e colocaram a exposição bem na "clarabóia" do shopping... um janelão de vidro imenso que fica batendo o sol o dia todo (nada de conforto térmico... não sei onde o arquiteto que projetou estava com a cabeça... acho que no tempo dele não se pensava nessas coisas.... por isso que é sempre bom pensar bem nas consequências futuras dos nossos atos!)
Voltando à exposição, achei interessante porque tem muita informação que está disponível em todo canto, nada de muito supreendente, mas por estar em todo canto e ainda não ter um resultado muito efetivo....acho que todo canto a mais que as informações sobre resíduos sólidos são colocadas, são imensamente válidas.
Tem um painel com o esquema de um aterro e a explicação de seu funcionamento e importância.
Tem informação sobre o biogás gerado no lixo e que pode ser aproveitado como fonte de energia (sempre ressalto a importância do aproveitamento desses gases... praticamente o funcionamento do DeLorian filme "De volta para o futuro", se bem que no DeLorian, além do biogás, tem aproveitamento da biomassa também)
Informações sobre consumo, o que já sabemos: países com mais dinheiro geram mais lixo e em grande parte de embalagens, os menos abastados de dinheiro geram mais lixo de origem orgânica.
Importante que informam sobre a reciclagem ser uma alternativa, mas não a solução, o principal e a consciência na redução do consumo. Essas coisa gerais que todos deveriam saber e ainda não sabem.
Algo interessante que vi em um dos panfletos foi que eles orientam para que as pessoas cobrem das Associações de Moradores esse trabalho de conscientização e gestão de resíduos sólidos.... Coisa que eu falo pra todo mundo... (Aqui tenho que colocar o velho ditado: "Em casa de ferreiro, espeto é de pau".... Porque o presidente da associação não ouve)
No fim das contas, sempre o mesmo: a informação existe, é acessível.... as pessoas é que são difíceis!!!!
Ai ai, trabalho duro esse de conscientizar pessoas... Mas vamos seguindo.

domingo, agosto 10, 2008

Aquecimento Global

Esse video recebi por e-mail faz uns meses, é do site: Omnilife, achei bastante interessante... Complicado que é em espanhol, mas é possível entender.
Gostei porque mostrou que a responsabilidade pela qualidade de vida está em nossas mãos e nossos hábitos.
Mas gostaria de fazer alguns acréscimos com meus conhecimentos oceanográficos que ficaram faltando no vídeo, não vou lembrar de tudo e por isso, gurias, se vocês lembrarem de mais algum acréscimo "gritante" que eu tenha esquecido, por favor, acrescentem!!!!
Seguem minhas observações e acréscimos às informações do filme:

  • A importância da vida marinha microscópica, neste caso, o fitoplâncton (microalgas) para a "limpeza do ar", sim, boa parte do oxigênio que respiramos é de responsabilidade de microalgas que fazem a fotossíntese e não transpiram como as árvores no período noturno liberando também CO2. Aqui é bom salientar que "não é legal fazer dos oceanos nem lata de lixo e nem esgoto", pois isso a longo prazo poderá provocar reais catástrofes biológicas, fora o que já vimos no câncer-plástico dos oceanos!!!!


  • A grande importância das árvores para manter a umidade relativa do ar (vapores de água, como diz no filme), e portanto a temperatura agradável e sem grandes gradientes/variações de temperatura... Digamos que as árvores matêm a temperatura mais estável por manterem "água no ar", é só lembrar que em locais com muitas árvores sentimos o ar mais úmido e mais friozinho. Outro "trabalho" das árvores é cnverter o CO2 em biomassa/matéria-prima para muitos produtos.... (Aqui temos o gancho do mercado de carbono que um dia pretendo tratar por aqui!).


  • Quando falam das variações do nível dos oceanos, e por consequência das regiões costeiras, esquecem-se de dizer que existem variações naturais de ordem geológica. Acrescento neste ponto, a especulação imobiliária e a expansão da construção civil em regiões costeiras como responsáveis pela interferência e consequente desequilíbrio no fluxo de sedimentos, a conhecida erosão costeira. Acrescento ainda a possibilidade de estarmos em período geológico de deglaciação, mas isso leva tempo e está sendo bem estudado.


  • Chegamos à perte do consumismo, onde sempre colocam a importância da reciclagem. Mas o mais importante é a redução do consumo, redução de embalagens, depois reutilização de todo material e por último a reciclagem, afinal os materiais têm período máximo de reciclagem... a reciclagem do material produzido/modificado/industrializado pelo ser humano não é sempre reciclável como o que é produzido pela Terra/Natureza/Gaia.... O que é natural acaba sendo sempre reassimilado pela prórpia Terra, temos cos ciclos biológicos, geológicos e químicos.... A Terra é auto-reciclável: ciclo da água que evapora (água em estado gasoso) que retorna a ser água líquida e "filtrada"... na verdade destilada e depois fica rica em sais minerais em contato com o ambiente, degradação de matéria orgânica que se transforma em nutrientes pra novos organismos, os mineriais que se transformam em solos e sedimentos.... é uma infinidade de ciclos que a Terra administra/gesta/gerencia.

    http://www.omnilife.com/videos/calentamiento_global1.html

Vejam o vídeo no site, pois não consegui fazer o upload.

sábado, julho 26, 2008

Essa série "Creature Comforts" é muito fofa!!!!
Esse fala sobre o mar e por isso coloquei aqui: "Porque o som do mar é realmente, realmente pacificador...."
Infelizmente ainda não tem a série legendada e nem dublada, mas é fácil de entender.
Se as colaboradoras com um "inglês" melhor que o meu se prestarem a traduzir... Fica por aí... senão, fica por divulgação e com os depoimentos do bichinhos super fofos!
Procurem ver o do leão também, foi por ele que comecei... huahuahua

quinta-feira, julho 17, 2008

Introdução de um Ensaio de Educação Ambiental

Resolvi publicar aqui a introdução do meu ensaio sobre educação ambiental a ser entregue à disciplina de Pesquisa em Psicologia Social. Tenho tentado não perder meus "surtos" criativos e reaproveitá-los ao máximo. Assim, mantemos o Bubbles in the Water atualizado.



A educação ambiental começa a ter destaque e tomar grande corpo em um momento de crise ambiental generalizada. Mesmo que a idéia e a necessidade da educação ambiental tenham surgido no início dos anos 70, sua aplicação não tem sido efetiva e muito menos adequada. A educação ambiental continua sendo tratada de forma que se pareça com uma gestão ambiental, onde existem regras a serem seguidas, atos a serem feitos e limitados a uma visão não-democrática e sim de cumprimento de deveres de acordo com uma suposta etiqueta ecológica.
É o momento da reapropriação da real educação ambiental como um exercício de cidadania, onde as pessoas percebam que são elas as transformadoras e reguladoras do ambiente, todas as pessoas e não apenas o Estado, as grandes indústrias ou grandes empresas. Com um posicionamento democrático de organização e não na centralização do poder causando opressão em muitos por poucos. Pois quando colocamos o meio ambiente como referência, percebemos que todos compartilham este meio e, portanto, todos são responsáveis. Através da democracia e da participação nas ações possíveis da real educação ambiental constituindo cidadãos que possam se sentir empoderados e capazes de construir sua realidade ambiental. E a partir daí, perceberem que são responsáveis por suas vidas e que no exercício da cidadania e no exercício de viver organizem-se para uma mudança positiva, consciente dos atos feitos e das respostas a estes atos.
Essa conscientização do poder humano é possível devido ao acúmulo de conhecimento e acessibilidade facilitada na contemporaneidade, onde a tecnologia e a informação são capazes de fornecer subsídios para apresentação da história e da “formação” de civilizações e seus progressos em tempos de recursos limitados. Na posição historicamente privilegiada em que estamos, com relação ao passado, devemos ter a preocupação da criação de um futuro com equidade, já que mais pessoas têm acesso ao conhecimento, maior deve ser a participação nas decisões de construção do futuro.

sexta-feira, julho 04, 2008

Formação Personalizada (Multi e Interdisciplinar)

Nós oceanólogas, apesar de termos feito o mesmo curso e termos entrado numa mesma turma, temos uma formação "básica" bastante similar, mas dentro do nosso curso é possível acrescentar outros conhecimentos que nos interessam e nos formarmos mais especializadas de acordo com as matérias eletivas possíveis no curso, além das que podemos "puxar" de outros cursos e cursar tendo uma formação bem personalizada.

Como eu "alonguei" minha formação (reprovei umas matérias) acabei aproveitando para fazer várias outras e meu currículo ficou bem personalizado, abaixo vou listar todas as matérias/disciplinas que fiz. Interessante também é colocar que o curso de Oceanologia ele é tanto multidisciplinar quanto interdisciplinar. Multidisciplinar porque temos áreas de conhecimento variadas unidas no nosso currículo e interdisciplinar porque existe um "diálogo" entre muitas dessas disciplinas para "construir o conhecimento dos oceanos". Afinal, todo ambiente é interdisciplinar e a especialização acabou retirando um pouco da visão ambiental e por isso, tantas preocupações com a formação ambiental por aí, e preocupações com o Meio Ambiente, é bem para reconstruir o qe a especialização acabou fragmentando, não vendo as interações. Segue a lista:

Química geral
Geologia geral
Introduçõa à Oceanografia
Fundamentos do processo ecológico
Cálculo
Elementos de Álgebra
Biologia molecular
Oceanografia geológica
Mineralogia e petrografia
Zoologia
Anatomofisiologia vegetal
Oceanografia Física descritiva
Língua francesa instrumental
Introdução à economia pesqueira
Oceanografia Química
Geografia Ambiental
Sedimentologia
Biologia de macroalgas
Bentologia
Ecologia da vegetação costeira
Planctologia
Impactos ambientais em zonas costeiras
Bioquímica estrutural e metabólica
Língua inglesa instrumental
Ecologia onírica
Etologia
Probabilidade e estatistica
Ambientes sedimentares
Direito do mar
Direito ambiental
Fisiologia dos animais marinhos
Física
Meteorologia
Dinâmica dos oceanos
Geologia do Quaternário
Morfodinâmica costeira
Projetos em oceanografia
Introdução à limnologia
Ictiologia
Nectologia
Geoquímica marinha
Manejo de ecossistemas costeiros
Aquacultura
Recursos minerais do mar
Erosão e proteção costeira
Prática de técnicas e equipamentos oceanográficos
Ecologia de Sistemas
Dinâmica de populações pesqueiras
Geoquímica ambiental
Licenciamento ambiental - tópicos especiais
Técnicas de pesca
Trabalho de graduação e estágio

Pois é, isso aí foi tudo que aprendi na faculdade. A parte mais interessante é que quando vejo essas matérias todas, não consigo lembrar dos conhecimentos segmentados, mas sim interagindo... Uma coisa levando à outra. E fora os "registros documentais" de trabalho de graduação e estágio.... Levemos em conta que passei 4,5 anos no Laboratório de Gerenciamento Costeiro da FURG, observando e participando do crescimento, desenvolvimento e transformações das ideias e dos trabalhos executados por lá. Muita coisa, não é mesmo?
Uma viagem no conhecimento desde o estudo de Ciências especializadas até sua integração nas "Oceanografias" e suas aplicações na prática desde os oceanos até as regiões costeiras e, por que não continentais já que tudo de alguma forma vai parar no mar... Nossas aulas na área geológica (Geologia geral, Oceanografia geológica, Mineralogia e petrografia, Sedimentologia, Ambientes sedimentares, Geoquímica marinha, Geoquímica ambiental, Recursos minerais do mar, Erosão e proteção costeira)
principalmente dão essa visão.

(Esse era o post "egocêntrico" que eu tinha para colocar, que havia prometido... ele é mais informativo sobre o que aprendemos e como podemos nos formar. O meu direcionamento foi completamente ambiental para conhecimento e gestão... e com tudo isso de bagagem, entrei no ramo da Educação Ambiental)

domingo, junho 22, 2008

Ideias: de onde vêm e pra onde vão?

Minhas ideias de trabalhar com Educação Ambiental e os trabalhos que já vêm sendo realizados pulsam a todo momento na minha vida de forma gratificante, um dia conto as experiências que tenho passado com curso de difusão de formação de professores-educadores ambientais.

Fora esse curso de difusão, começarei a atuar em uma escola municipal de ensino especial e uma de minhas propostas foi uma Oficina "De onde vem e para onde vai?" para conscientização do consumo e tenho pensado em trabalhar na produção de algum material para isso no mestrado...Pois é, ideias pulsantes...

Nessas e outras, a Aline,amiga e também colega de profissão, acabou me indicando esse video que tem uma visão sistêmica que aborda muitos aspectos que envolvem o consumo e de forma crítica. O que penso em fazer é mais específico e direcionado à aplicação (tenho que manter o mistério) mais direcionada. Mas o video é bem interessante, vejam o link porque não consegui colocar o video:


http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=pt-BR

quinta-feira, junho 19, 2008

Ibama promove curso para agentes de fiscalização

Na manhã de ontem, 18, teve início em Rio Grande o 1° Curso de Identificação das Espécies de Tubarões e Raias (elasmobrânquios) ameaçados de extinção no Brasil. Destinado a policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o curso tem como objetivo capacitar os agentes de fiscalização para a identificação das diferentes espécies de tubarões e raias que ocorrem na costa do Rio Grande do Sul, ameaçados de extinção ou não e também para coletar fotografias e amostras para análises periciais que subsidiarão os processos penais. O evento está sendo realizado pelo Escritório Regional do Ibama com o apoio do Laboratório de Elasmobrânquios do Departamento de Oceanografia da Furg. De acordo com o chefe do escritório que está ministrando parte das aulas, Sandro Klippel, participam do curso 15 policiais que atuam na região metropolitana de Porto Alegre, litoral norte e litoral sul, assim como um servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e outro da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Além de Klippel, o professor da Furg Carolus Maria Vooren e Mônica Brick Peres, da Fepam, também estão ministrando as aulas. O curso acontece até sexta-feira, 20, das 9h30min às 18h na sede do Escritório Regional do Ibama.


Espécies em extinção


Conforme o chefe do escritório do Ibama, no Rio Grande do Sul, sete espécies de tubarões e raias estão em listas oficiais daquelas ameaçadas de extinção. Ele explica que a Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente n° 5, de maio de 2004, listou no Anexo I, o cação-bico-doce (Galeorhinus galeus), os cações-anjo (Squatina guggenheim e Squatina occulta), o caçonete ou cação-cola-fina (Mustelus schimitti) e a raia-viola (Rhinobatos
horkelii). Antes disso, o Decreto Estadual n° 41.672, de junho de 2002, que lista espécies ameaçadas em nível Estadual, já havia constatado que a mangona (Carcharias taurus) e o cação-malhado (Mustelus fasciatus) também são espécies em extinção.
As duas listas, associadas à Lei de Crimes Ambientais n° 9.605 de fevereiro de 1998, tornaram proibidas a captura, desembarque, armazenamento, transporte e comercialização dessas espécies ou seus subprodutos. A fiscalização dos crimes ambientais é de responsabilidade dos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), dos níveis federal, estadual e municipal. As multas são de R$ 5 mil por espécie, mais R$ 500 por exemplar apreendido.

fonte: Jornal Agora



quarta-feira, maio 14, 2008

SEMEIA - I SEMANA DO MEIO AMBIENTE

1º a 7 junho
A sede da I SEMEIA será a Universidade Católica do Salvador – UCSal, por se tratar de uma instituição renomada e reconhecida no cenário educacional, pela sua credibilidade em formar cidadãos críticos, aptos para o exercício profissional e comprometidos com a solução dos problemas e desafios da sociedade.



sábado, maio 10, 2008

Mudanças Ambientais Globais

Depois de muito tempo, resolvi contar no que é que ando me envolvendo.

Desde sexta-feira, dia 9 de Maio de 2008, começou um Grupo de Estudos de Mudanças Ambientais Globais coordenado pelo Laboratório de Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção (LAPSI) da USP e o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura de São Paulo.
(imagem: http://alvorecer-escriba.blogspot.com)

Não só mudanças climáticas estão ocorrendo no planeta e o que mais precisa mudar são os humanos residentes...hehehe

A idéia desse grupo é estudar meios de conscientização e emancipação a partir da Educação Ambiental. Fazer as pessoas acordarem e verem suas realidades e mostrar os caminhos para algumas mudanças dentro de suas possiobilidades, mostrando a elas o poder que têm sobre a construção de seus futuros. Óbvio que toda ação tem limite, mas antes agir com os limites do que não agior de forma alguma.

Isso está sendo realizado num primeiro momento com orientação a professores da rede formal e pública de ensino, para que estes trabalhem com seus alunos as questões ambientais relacionadas com suas próprias vidas. Afinal, o ensino público abarca a maioria da população de baixa renda brasileira e portanto, a realidade deles é bem diferente do que se costuma ver por aí. Como costuma ser levantado: Como é que se vai dizer para alguém que nem tem água potável em casa que essa pessoa deve economizar água?

Pois é, as diferenças são imensas... as realidades são absurdamente diferentes e trabalhar com isso é muito complexo.

Além de tudo, outra questão crucial é que o sistema educacional está absurdamente desinteressante, pois existe muita informação e os diversos meios de se obter esta informaçãomuito mais interessantes que as aulas nas escolas... Então, deve ocorrer uma revolução modo de ensinar.

Mas como fazer isso? E com as pessoas tão acomodadas às situações.

É o que se pretende buscar e sugerir algumas ações com este grupo de estudos.


Afinal, está na hora de todo mundo tomar consciência de que a responsabilidade pela construção do futuro está nas mãos de cada um e não apenas de governos, polítios e grandes empresas. As pessoas precisam "aprender" e compreender que elas são as principais responsáveis pela contrução de seus futuros.
(Imagem: http://www.tribosdegaia.org)
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Por que uma oceanóloga resolveu "se enrascar" com esses assuntos?
Vou contar o que foi que falei durante minha apresentação ao grupo:
- Como oceanóloga estudei o sitema da Terra (Sistema Gaia) e sei que de uma forma ou de outra, a Terra acaba se resolvendo, nem que seja com um tsunami. O que precisa ser feito é transformar as pessoas e conscientizá-las de que a Terra se conserta, quem não fica bem nessa história são os humanos e sua qualidade de vida.
(Como vêem, continuo tri sublime e delicada para expor as coisas)

quarta-feira, maio 07, 2008

Ecoogler


Ecoogler é uma ferramenta de busca que utiliza a mesma tecnologia da Google, assim você obtém os mesmos resultados do site original, mas você ajuda a associação Aquaverde (fundada em Genebra em 2002).
aquaverde


Como funciona??
1 pesquisa= 10.000 = 1 Árvore

Cada busca representa simbolicamente uma folha, com 10.000 buscas, Ecoogler e Aquaverde plantam uma árvore na Amazônia.
O site é uma alternativa interessante pra quem se preocupa com o meio ambiente e preservação.

terça-feira, abril 22, 2008

Aos filhos de Gaia



Também pelo Dia da Terra escrevo. Este planeta que carinhosamente chamo de Gaia assim como os gregos (aqueles lá de onde surgiu praticamente toda nossa cultura ocidental).


O movimento todo de preocupações com o planeta em que vivemos - nossa "casa" e nossa "grande mãe" (tudo o que constitui vida na Terra é filho dela), e até para alguns nossa "grande nave" (pois é, tudo depende da abordagem filosófica ou ideológica) - surgiu lá pelos anos 70, muitos documentos foram assinados, diversos movimentos foram iniciados e é dada sequência ainda hoje e inclusive foi escrita uma Carta da Terra .



Esta, constitui-se de uma declaração de como seria "construída" a Terra para o século 21. Onde pontos que levantamos frequentemente aqui no blog são colocados e o mais interessante é que os colocamos por experiência própria e não por termos lido a carta ou a "decorado". Ou seja, com um pouco de reflexão é possível perceber e construir vidas melhores, é só termos consciência de que a Terra é o meio compartilhado por todos nós, é praticamente o denominador comum de todos os homens (em destaque porque são estes os que mais intereferem na natureza terrena), é dos recursos que Gaia levou Eras Geológicas que obtemos tudo, portanto deve-se administrar a exploração e o uso.


Além da parcela Ecológica-Econômica não devemos deixar de lado, de forma alguma aqueles que compartilham esse meio, não adianta ser ecoloógicamente correto e humanamente muito errado.

É necessário despertar a consciência e a sensibilidade em todos para percebemos que todos somos responsáveis pelo mundo que construimos.


Afinal, constituimos este todo.


Imagens dos sites:
1. http://aura.gaia.com/photos/3/25650/large/Gaia.jpg
2. http://www.ocean.fsu.edu/courses/sp021001-6/gaia_statue.jpg
3. http://www.geocities.com/rainforest/vines/1320/gaia_birth.jpg


Curiosidade:
Uma Carta da Terra para Crianças:
http://www.cartadaterra.org/pdf/CTparacriancasNAIA.pdf