Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 11, 2010

O que andam falando sobre a Oceanografia





Fonte: Jornal da Ciência

-----------------------------------------------------------------------------------------
Confesso que essa notícia me deixou em crise existencial.

quarta-feira, maio 20, 2009

I Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica

Rio Grande - RS
De 20 a 22 de Maio


Apresentação

A Amazônia Azul brasileira, que inclui a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e a Plataforma Continental, mede quase 4,5 milhões de Km2. Esta vasta área apresenta uma grande potencialidade e posição estratégica para o desenvolvimento da nossa nação, entretanto requer esforços ordenados e compartilhados de todos os órgãos e instituições envolvidas no tema. Neste sentido o governo brasileiro lançou em dezembro de 2008 o VII Plano Setorial para os Recursos do Mar (VII PSRM) que define metas e prioridades para o setor até 2011. Além disso, em março de 2009 terminou o 4º Ano Polar Internacional, que tem como objetivo desenvolver pesquisas científicas interdisciplinares voltadas para o conhecimento dos processos ambientais nos pólos, as teleconexões destas regiões com o resto do planeta, a biodiversidade, estado evolutivo e capacidade adaptativa dos organismos antárticos. Como marco do encerramento deste espetacular esforço que envolve dezenas de nações, e a necessidade da comunidade cientifica brasileira discutir e planejar as futuras ações para o aprofundamento do conhecimento e utilização sustentável dos recursos do mar, estamos organizando este evento para reunirmos e discutirmos os principais resultados obtidos nestes últimos anos e projetarmos as perspectivas e necessidades futuras da pesquisa da amazônia azul e antártica. Desta forma este evento tem como objetivos:

1- Congregar entidades, personalidades e pesquisadores que atuam no âmbito da Amazônia Azul, para a realização de debates,em áreas e temas estratégicos para o desenvolvimento do País .

2- Possibilitar a apresentação,a divulgação e a realização de debates sobre os principais avanços científicos e tecnológicos, esultantes de projetos e ações desenvolvidos no contexto do IV Ano Polar Internacional.

3- Analisar os entraves e dificuldades que devem ser superados para tornar o desenvolvimento dos trabalhos mais eficientes.

Mais informações: Amazônia Azul



Comentário pessoal: Ai que lindo...eu fui no Cruzeiro AM 08... E eu amei embarcar!

quinta-feira, março 12, 2009

Conflitos conceituais e feudos cognitivos

Tudo começou porque resolvi colocar o pé na área de Humanas, após sair das Ciências Exatas e da Terra (com um pé nas Biológicas?)....


Pois é, estou fazendo especialização em Educação... a Kel já fez, mas voltada à Matemática... A minha, é pro Ensino Superior em geral. Eu sabia que enfiaria o pé na jaca...oops... Na Pedagogia que até acho fácil de assimilar, afinal, fui "educada" nos modos formais de ensino, de acerto modo, já experienciei a coisa e o momento de transição das metodologias.
E ontem começa o conflito, textos de humanas usando animais para comparar "atitudes somente humanas" com "pseudo-comportamento animal". Logo na primeira aula, a professora resolve apresentar textos que usam animais e seus comportamentos para comparar com atitudes humanas, tudo bem que fábulas existe m desde que se contam histórias, mas acho que hoje temos à disposição conhecimento suficiente para verificar se o que é dito está realmente certo.
Tudo isso porque fiquei indignada pelo texto dar uma ideia de que tartarugas são animais covardes (isso acho que não existe entre os animais.. é uma "sensação humana") e que águias são praticamente indestrutíveis e muito corajosas (algo fácil quando se é uma ave de rapina e que voar e ficar bem longe do alcance dos outros animais é algo comum).
Depois, um outro texto que aplicava visão humana e dava características humanas aos animais...
Os seres humanos têm visão ampliada e têm personalidade, podem escolher como agir (ou são coagidos...isso já é um problema social)... Não acho certo "denegrir" a imagem dos animais por conta do tanto que o ser humano "se rebaixa".
Eu confesso que estou cutucando a onça com vara curta desde o ano pássado que me envolvi com um grupo de Psicologia Social, mas agora a coisa foi forte.
Por conta desse meu conflito etológico ou psicológico, sei lá eu, porque até eu fiquei confusa com isso... resolvi buscar algumas coisas sobre etologia dos animais envolvidos na visão humana e descobri um post interessante:
O editorial da Nature destaca a importância dos cientistas blogarem
http://etologiabrasil.blogspot.com/2009/02/o-editorial-da-nature-destaca.html
E viva a EDUCOMUNICAÇÃO!!!!
(Quando eu aprofundar meus estudos nessa "nova onda", coloco algo por aqui)
PS: Parte interessante, Jean Piaget (um dOs Caras da Pedagogia foi biólogo...huahuahuahau)

terça-feira, abril 22, 2008

Aos filhos de Gaia



Também pelo Dia da Terra escrevo. Este planeta que carinhosamente chamo de Gaia assim como os gregos (aqueles lá de onde surgiu praticamente toda nossa cultura ocidental).


O movimento todo de preocupações com o planeta em que vivemos - nossa "casa" e nossa "grande mãe" (tudo o que constitui vida na Terra é filho dela), e até para alguns nossa "grande nave" (pois é, tudo depende da abordagem filosófica ou ideológica) - surgiu lá pelos anos 70, muitos documentos foram assinados, diversos movimentos foram iniciados e é dada sequência ainda hoje e inclusive foi escrita uma Carta da Terra .



Esta, constitui-se de uma declaração de como seria "construída" a Terra para o século 21. Onde pontos que levantamos frequentemente aqui no blog são colocados e o mais interessante é que os colocamos por experiência própria e não por termos lido a carta ou a "decorado". Ou seja, com um pouco de reflexão é possível perceber e construir vidas melhores, é só termos consciência de que a Terra é o meio compartilhado por todos nós, é praticamente o denominador comum de todos os homens (em destaque porque são estes os que mais intereferem na natureza terrena), é dos recursos que Gaia levou Eras Geológicas que obtemos tudo, portanto deve-se administrar a exploração e o uso.


Além da parcela Ecológica-Econômica não devemos deixar de lado, de forma alguma aqueles que compartilham esse meio, não adianta ser ecoloógicamente correto e humanamente muito errado.

É necessário despertar a consciência e a sensibilidade em todos para percebemos que todos somos responsáveis pelo mundo que construimos.


Afinal, constituimos este todo.


Imagens dos sites:
1. http://aura.gaia.com/photos/3/25650/large/Gaia.jpg
2. http://www.ocean.fsu.edu/courses/sp021001-6/gaia_statue.jpg
3. http://www.geocities.com/rainforest/vines/1320/gaia_birth.jpg


Curiosidade:
Uma Carta da Terra para Crianças:
http://www.cartadaterra.org/pdf/CTparacriancasNAIA.pdf

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Trânsito de veículos na praia pode ser proibido - Cassino


A polêmica sobre o assunto anda grande: a Fepam decidiu proibir o transito na praia do Cassino. Quando aa Fepan concedeu a Licença Prévia (LP) para o Plano de Manejo das Dunas, elaborado em parceria pela Secretaria Especial do Cassino (SEC) e o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), em 2006, este órgão já listou uma série de condicionantes a serem cumpridas pela SEC para a concessão da Licença de Instalação (LI). Sendo uma das principais exigências um plano de ações para fechamento do trânsito de veículos automotores nos trechos Molhes-Cassino e Iemanjá-Camping do Leopoldo. Nestes trechos, que juntos somam 13 quilômetros de extensão, o órgão indica a colocação de barreiras na praia para impedir o acesso de carros. (extraído: Jornal agora 23/1/2008)

A idéia é ainda substituir as passagens de carros por lugares de acesso para pedestres. Existe uma lei
estadual de 1991, que veda o trânsito de veículos na beira da praia, mas essa lei não é sob o ponto de vista ambiental e sim visa à segurança das pessoas que usam a faixa de praia, não sendo essa a atribuição da Fepam.

Segundao a Fepam sua preocupação é ambiental, ou seja, a preservação das dunas costeiras. A diretora-presidente da Fepam, Ana Maria Pellini, segundo o Jornal agora de 24/1/2008, nã oestá preocupada com o trânsito de veículos na praia e sim como estes veículos chegam a praia, ou seja, as passagens abertas entre as dunas, que hoje são 9, e como se dá a remoção da areia para limpeza destas entradas. "O fato de os veículos chegarem na praia não tem problema. Quem deve decidir sobre isso é a comunidade. A exigência da Fepam é referente ao acesso pelas dunas" (extraído: Jornal agora 24/1/2008) . Até parece que essa senhora vem a Rio Grande falar com o prefeito para ver o que se pode fazer.




Bom... agora o meu ponto de vista:

Sinceramente acho uma situação bastante complicada proibir o tráfego de veículos na praia devido a sua grande extensão e por não haver a possibilidade da construçã ode uma avenida beira-mar ou paralela a praia. Além disso, acredito como boa Oceanóloga, que antes abrir 9 passagens por entre as unas de forma orientada do que aa população atravessar as dunas de qualquer maneira.

A idéia de passagens para pedestres é exelente, então porque não apouiar a construçã ode mais passarelas já que uma foi implementada há alguns veraneios e pode-se verificar que deu e MUITO certo?! É nítida a fixação da duna no local da passarela e o uso desta pelos pedestres.

Existe um fato que me deixa revoltada, como uma cidade que possuiu uma universidade voltada ao ecossistema costeiro e marinho não se manifestou ainda?! Quantos dados engavetados sobre essa região vários laboratórios da FURG possuem? Onde entra todo conhecimento científico acumulado no melhor curso de Oceanografia do Brasil? Onde estão nossos Oceanólogos que trabalham com gerenciamento costeiro para se manifestarem a respeito e auxiliarem nesse manejo?! Cabe deixar tudo nas mãos de um órgão que embora tenha todos os seus méritos, sua diretora-presidente talvez nem saiba qual a realidade de um domigo a beira da praia do Cassino?!

Quem sabe antes de nos preocuparmos com 9 míseras passagens entre as dunas em uma extensão tão grande de praia fosse melhor nos preocuparmos e tomarmos ciência do crescimento desordenado do Balneario para o lado da Querência, que ano a ano, quadras e mais quadras surgem exatamente "SOBRE" as dunas?!

Talvez daqui uns 15 anos esse órgão comecem a se preocupar com algo que acontece hoje, sempre é melhor remediar do que previnir, acho que essa deve ser a filosofia nesse caso para essas pessoas.

Talvez a politicagem mais uma vez passe por cima da técnica e certamente o crescimento desordenado continue e a polêmica fique somente em "9" passagens entre as dunas... fazer o que.. é a vida...


quarta-feira, janeiro 23, 2008

Brasileira descobre nova espécie de lobo-marinho no litoral do Peru

Animal tem diferenças morfológicas e genéticas em relação a seus primos do Atlântico.
Mamífero quase foi extinto por El Niño severo; sua origem ainda é um mistério.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Detalhes na conformação do crânio e no DNA acabam de revelar uma nova espécie de mamífero marinho na América do Sul. Trata-se do lobo-marinho peruano, um bicho cujos primos são velhos conhecidos nas praias do extremo sul do Brasil. O animal andou sendo empurrado para as raias da extinção por causa do fenômeno El Niño, mas a descoberta de que ele é uma espécie distinta pode ajudar a priorizar sua proteção.

Segundo a bióloga Larissa Oliveira, o batismo científico do novo lobo-marinho pode acontecer em meados deste ano. “Ainda precisamos acertar alguns detalhes da publicação”, diz Oliveira, que prefere manter o mistério sobre o nome oficial da espécie. A única certeza é que seu “primeiro nome”, o do gênero, será Arctocephalus, assim como o de seus parentes próximos já descritos pela ciência.

Trio de lobos-marinhos peruanos faz charme à beira-mar (Foto: Larissa Oliveira/Divulgação)

Pesquisadora do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) e pós-doutoranda da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), Oliveira é a principal “madrinha” desse batismo. Ela visitou a população de lobos-marinhos do Peru em 1996, justamente o ano em que aconteceu um dos piores El Niños já registrados.

Hecatombe

Sorte da bióloga, azar dos lobos-marinhos: “Morreram muitos filhotes”, lamenta ela. O que acontece é que o El Niño gera um aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico. Com isso, as águas frias, ricas em peixe, desaparecem da costa peruana, levando os mamíferos à morte por inanição. Os mais vulneráveis são justamente os bebês, que dependem da mãe para alimentá-los. O resultado da bagunça climática foi a queda da população dos bichos de quase 25 mil para pouco mais de 8.000.

No entanto, a mortandade ajudou Oliveira a recolher informações sobre a morfologia e a genética dos animais. Esses dados foram comparados com as demais populações de lobos-marinhos da América do Sul – além do Rio Grande do Sul, onde não costumam se reproduzir, os bichos também aparecem no Uruguai, na Argentina e no sul do Chile. Os principais detalhes analisados, durante o doutorado de Oliveira no Laboratório de Biologia Evolutiva e Conservação de Vertebrados da USP, foram o tamanho e o formato do crânio, bem como regiões do DNA que costumam ser úteis para estudar a divergência (separação) entre dois conjuntos aparentados de animais.



Os resultados não podiam ser mais claros: os bichos do Peru parecem ser primos de segundo ou terceiro grau quando comparados ao parentesco muito mais próximo entre os lobos-marinhos dos demais lugares. Os machos da espécie peruana têm cabeça bem maior, e de formato diferente, e a divergência presente no DNA é maior do que a que existe entre duas espécies já descritas do mesmo gênero, o Arctocephalus.

Pavão dos mares

Além desses detalhes mais palpáveis, há outras razões para distinguir uma espécie da outra. Uma delas é o maior tamanho das fêmeas peruanas, cuja diferença em relação aos machos não é tão gritante quanto a dos bichos do Atlântico. Esses últimos, aliás, acasalam-se num sistema de harém capaz de deixar qualquer príncipe árabe feliz: após lutar ferozmente, o vencedor pode arrebanhar até umas 15 fêmeas. Já os lobos-marinhos do Peru são menos adeptos do combate.

“Eles se comportam mais como pavões”, compara a bióloga. Cada macho se exibe pacificamente, até que as fêmeas façam sua escolha de parceiro. A pesquisadora calcula que as espécies tenham se separado há cerca de 500 mil anos – para se ter uma idéia, calcula-se que a idade da nossa espécie não ultrapasse os 200 mil anos.

Aliás, essa separação ainda tem ares de mistério. Quem olha para o mapa da distribuição geográfica dos bichos enxerga um buraco imenso – cerca de 2.000 km de costa – entre a última presença de lobos-marinhos no sul do Chile e a população do Peru (que também está no extremo norte do Chile). É quase como se os lobos-marinhos tivessem sido carregados até lá de helicóptero e ficado isolados, até se separar geneticamente de seus primos sulinos.

“Ainda não sabemos o porquê disso”, conta Oliveira. “O curioso, porém, é que essa separação das populações do Peru também aparece em outras populações de mamíferos, como leões-marinhos e golfinhos.” Não é impossível que também existam espécies novas desses dois bichos ali. A bióloga pretende investigar esses outros mistérios -- isso, é claro, se conseguir emprego após o fim do pós-doutorado, dificuldade comum entre os jovens cientistas brasileiros.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL268238-5603,00-BRASILEIRA+DESCOBRE+NOVA+ESPECIE+DE+LOBOMARINHO+NO+LITORAL+DO+PERU.html

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Esclarecimentos sobre as Águas-vivas e Caravelas

Por Marcelo Szpilman* recebi por email

Acredito ser importante esclarecer algumas notícias e informações que estão sendo divulgadas sobre os supostos "Ataques de águas-vivas".

Em primeiro lugar, águas-vivas e caravelas não "atacam" as pessoas. São animais que vagam pelos mares ao sabor das correntes e ocasionalmente podem provocar acidentes quando os banhistas se aproximam e, inadvertidamente, chocam-se contra esses seres. Se pudessem, eles evitariam tal contato.

O verão é uma época natural de reprodução desses animais. Com esse objetivo, eles formam grandes agregações onde machos e fêmeas se encontram. Ocasionalmente, uma corrente marinha pode levar esses animais a se aproximarem mais do litoral e o aumento da interação com homem pode provocar um correspondente aumento no número de acidentes.

Está em moda hoje culpar o "Aquecimento Global" por alguns eventos da natureza, porém não há evidências científicas que comprovem tal relação, incluindo o suposto aumento nas ocorrências de águas-vivas e caravelas no litoral brasileiro.

A meu ver, o que está ocorrendo não é simplesmente um aumento no número de casos, mas sim um aumento considerável no número de relatos de casos de acidentes com esses seres marinhos . Como a imensa maioria dos casos no Brasil são brandos (a vítima trata do ferimento em casa), ainda que todos os verões ocorram centenas de acidentes, os mesmos não costumam ser relatados. Agora, nesse verão, que apenas está começando, mesmo que se possa considerar um aumento real no número de casos, o que seria absolutamente normal, as primeiras reportagens e relatos incentivaram novas reportagens e novos relatos, provocando um efeito em cascata retroalimentado pela mídia e pela extraordinária (e relativamente nova) propagação da informação na internet.

A fim de esclarecer os fatos e transmitir informações corretas sobre esses animais e sobre como agir em caso de acidente, segue abaixo um texto tirado do meu livro Seres Marinhos Perigosos.

Instituto Ecológico Aqualung Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010 Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030 Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021 E-mail: instaqua@uol.com.br Site: http://www.institutoaqualung.com.br/
  • A primeira medida é lavar abundantemente a região atingida com a própria água do mar para remover ao máximo os tentáculos aderidos à pele. Não utilize água doce, pois ela poderá estimular quimicamente (por osmose) os nematocistos que ainda não descarregaram sua peçonha
  • Não tente, de modo algum, remover os tentáculos aderidos com técnicas abrasivas, como esfregar toalha, areia ou algas na região atingida.
  • Para prevenir novas inoculações __ ao desativar os nematocistos ainda íntegros e também neutralizar a ação da peçonha __, banhe a região com ácido acético a 5% (vinagre) por cerca de 10 minutos (as soluções de sulfato de alumínio ou amônia, ambas diluídas a 20%, são alternativas para a falta do vinagre). É importante lembrar que o vinagre não possui nenhuma ação benéfica sobre a dor já instalada pela inoculação inicial.

  • Remova suavemente os restos maiores dos tentáculos aderidos com a mão enluvada e com o auxílio de uma pinça. Para retirar os fragmentos menores e invisíveis tricotomize o local com um barbeador ou com uma lâmina afiada. Pode-se aplicar antes um pouco de espuma de barbear em spray, lembrando-se de não esfregar a região. n Lave mais uma vez o local com água do mar e reaplique novos banhos de ácido acético a 5% (vinagre) por 30 minutos.n Para remover os nematocistos remanescentes pode-se aplicar no local uma pasta de bicarbonato de sódio, talco simples e água do mar. Espere a pasta secar e a retire com o bordo de uma faca.
  • Caso a dor continue, use compressas geladas no local e substâncias analgésicas sistêmicas para reduzir os sintomas álgicos.
  • Havendo reação alérgica/inflamatória, aplique uma camada fina de loção do corticóide betametazona (Betnovat) duas a três vezes ao dia. Nos casos mais graves, utilize anti-histamínicos ou corticóides orais __ consulte sempre um médico para orientação

  • Em caso de infecção secundária, será necessário o uso de antibióticos com amplo espectro, tópico (bacitracina ou neomicina) ou sistêmico (ampicilina + acido clavulânico), de acordo com a gravidade __ consulte sempre um médico para orientação.

*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor do livro GUIA AQUALUNG DE PEIXES, editado em 1991, de sua versão ampliada em inglês AQUALUNG GUIDE TO FISHES, editado em 1992, do livro SERES MARINHOS PERIGOSOS, editado em 1998/99, do livro PEIXES MARINHOS DO BRASIL, editado em 2000/01, do livro TUBARÕES NO BRASIL, editado em 2004, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).

quarta-feira, novembro 28, 2007

Vagas para Aquacultura Marinha (fora do Brasil)

Divulgando vagas no exterior.
Dear All,
Bodo University College in Norway is advertising 2 phD student positions in marine aquaculture, of which Igor Babiak is project leader. The first is related to functional genomics, focusing on embryonic and larval development of the following aquaculture species: Atlantic halibut, Atlantic cod and sea urchins. The second will be investigating the effects of the environment, nutrition and stress on larval quality, using molecular tools. Further information is available at the following link: http://www.inra.fr/reprofish_eng/espace_scientifique/stages_emplois/phd_studentships>
I would be grateful if you could communicate this information within your institutions.
Kind regards,Miranda.

terça-feira, outubro 30, 2007

Terra, Planeta Água

Hoje foi o primeiro dia que participei efetivamente do Encontro sobre Governança da Água. Como todo congresso, muitas idéias, muitas cabeças pensantes, muito assunto a ser discutido, todo mundo mostrando seu trabalho e seus pontos de vista, o que é muito interessante.
O mais importante é que até hoje só vi educação e respeito entre a comunidade científica, mesmo com ataques uns aos outros... Hehehe... O que é interessante, pois à partir de desafios é que a ciência cresce!!!

O assunto da conferência que assisti era o nosso amado aquífero Guarani, importante reserva de água doce subterrânea com alguns pontos de afloramento. Foi mostrado mapeamento e estudos diversos. Discutiu-se política de águas entre outras coisas.

Mas o que achei mais importante foi a água, sempre!
E como cuidar dela.
E a percepção de que exportamos muita água através da exportação de nossa produção brasileiríssima de alimentos, principalmente nos produtos agropecuários. Inclusive um dos professores na mesa disse que foi à Europa e consumiu água brasileira no suco de laranja.
Às vezes não pensamos no quanto o mundo é globalizado e, nessas horas é que devemos parar e refletir.
Outro assunto levantado é a instalação de empresas estrangeiras em solo brasileiro justamente devido a este recurso natural tão importante.

Não vou me aprofundar em nenhum dos assuntos, no momento, pois ainda tem o congresso todo pela frente. Mas é bom pararmos para refletirmos no quanto o "sentimento-água" brasileiro não é globalizado.

E o quanto a participação da sociedade tem sido pedida para a resolução de conflitos percebidos na área científica.
Exatamente, no meu interesse pelo Gerenciamento Costeiro/Ambiental, o que está em alta é verificar o que as pessoas pensam sobre o que acontece na academia e como podem participar.

Também não entrarei no mérito de quem faz ou não isso, muito menos como faz.
Levanto apenas as questões de retorno da academia "ao povo".
O retorno, ao meu ver, parte do comprometimento e da responsabilidade dos cientistas em fazer bem seus trabalhos e ir atrás daqueles que vivem nos locais que eles estudam para ter uma percepção da realidade; do esclarecimento responsável quando questinados. Enfim, uma conscientização coletiva, cada um informado em sua espera, com linguagem adequada a cada esfera a ser comunicada.

Sim, são questões bastantes complexas, mas eu estudo a área mais humana da Oceanologia.

Água é vida! A vida precisa de água, e acho que este é o motivo das preocupações com a Governança da Água.

domingo, outubro 28, 2007

Outras águas

O meu hábito de conectar todas as coisas é tão grande que resolvi divulgar um Congresso que ocorrerá aqui na cidade de São Paulo, do qual participarei na USP.

Afinal, como diz o verso no nosso rodapé, "o rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. como diz o verso lá embaixo: todas as águas vão parar no mar."

E dando minha visão de que os oceanos e seus seres muito especiais serão protegidos apenas com uma consciência ambiental continental, verei como posso ajudar daqui.

Durante a semana colocarei mais algumas informações.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Participação do Brasil no Ano Polar Internacional é foco de workshop

"O Brasil tem que montar um programa de Estado para a pesquisa". A afirmação é do glaciologista brasileiro e pesquisador do Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Cadia Simões, que integrou o workshop Pesquisa Antártica e Ano Polar Internacional dentro da 19ª Semana Nacional de Oceanografia 2007. O evento reúne quase 1000 participantes de todo o País até sexta-feira, dia 19 de outubro, na Sociedade Amigos do Cassino, em Rio Grande (RS). Para Simões, a pesquisa antártica (e outras pesquisas científicas) ainda não virou política de Estado no Brasil, o sétimo país do mundo mais próximo do gelo. O pesquisador defende que o Programa Antártico Brasileiro deve pesquisar principalmente os efeitos do aquecimento global e as mudanças climáticas para o Brasil. "Temos que acabar com o mito de que o Brasil é apenas um País tropical. Hoje, já sabemos que a circulação atmosférica do nosso País é uma das principais variáveis atingidas pela Antártica", comenta. O workshop apresentou também algumas pesquisas que o Brasil vem desenvolvendo na Antártica nos últimos anos, com pesquisadores de diversas universidades. Um exemplo é o projeto de monitoramento ambiental a partir dos mamíferos marinhos, gerenciado no Brasil pela pesquisadora Mônica Muelbert, da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Neste, elefantes marinhos, focas e baleias beluga viram "ceanógrafos animais", com rastreadores via satélite alojados no corpo, que monitoram as características do oceano. O Brasil participa do Ano Polar Internacional (entre abril de 2007 e abril de 2009) em 11 projetos de pesquisa, com recursos financeiros da ordem de R$ 8,2 milhões. Hoje, 90% do gelo do planeta está na Antártica. Ontem, dia 16, o pesquisador Manuel Haimovici, do Laboratório de Recursos Pesqueiros Demersais e Cefalópodes da Furg, coordenou o workshop sobre Perspectiva da Pesca e Aqüicultura. "

http://www.jornalagora.com.br

obs: quem conece o Agora dá pra perceber né....


Comentários da Raquel sobre o Workshop

O professor coordenador da mesa foi Dr. Mauricio Mata da Oc. Física (coleguinhas daqui o conhecem... e viva a Dinâmica dos Oceanos!!!!), que deu uma visão geral do Ano Polar Internacional (API) e mostrou um pouco dos processos de circulação oceânica e a importância das regiões polares nesse processo. Destacou, sabiamente, a diferença do Oceano Artico e Antártico, onde o primeiro é um mar mediterâneo, água cercada de continente e o segundo sendo um continente cercado por água ( o professor Jefferson também salientou esse ponto). O Dr. Jefferson Simões da UFRGS, como glaciologista renomado, destacou a importância da Antártica para o Brasil: “A Antártica é tão importante para o Brasil quanto a Floresta Amazônica”, referindo-se a formação das frentes frias que chegam ao Brasil entre outros fatores. O Prof. Eduardo Secchi, do Laboratório de Tartarugas e Mamíferos Marinhos da FURG salientou o estudos dos predadores de topo nas regiões polares. Edu é o coordenador do sub-projeto de Cetáceos que está incluso no Projeto Lúcia do PROANTAR, que fará o censo da vida marinah na Antártica (detalhe eu vou para Antártica em Março/08 por esse projeto!!!!!!!). Logo depois a Prof. Mônica Muelbert falou do monitoramento dos mamíferos marinhos através do uso de transmissores de satélite.; o Projeto Mônica permanecerá na temporadoa 2007/2008 acampado na Ilha Elefante, Antártica, de novembro/07 até fevereiro/08, marcando elefantes-marinho, coletando amostras, fazendo seu censo entre outras atividades.

terça-feira, outubro 16, 2007

Um oceano de comunicação

Como nossa formação em Oceanologia pode ajudar o todo?
Cada uma de nós fazendo sua parte bem feita e interconectando os conhecimentos, a partir da comunicação.
A idéia do blog era manter cada uma das colaboradoras, dentro das atividades que executa e assim estou fazendo, colocando as informações atuais conectando-as com os meus conhecimentos oceanograficos. Usando um termo bastante conhecido pelo pessoal do meio ambiente:
Pensar Global e Agir Local!

E isso é o que a internet está fazendo.Fiquei sabendo com um dia de atraso do "Blog Action Day", por uma amiga publicitária, bastante conectada nas tendências do momento. Que fez sua parte como poderia. Inclusive me informou de algo que eu não sabia.

E informo a vcs:
Bloggers Unite - Blog Action Day

segunda-feira, outubro 15, 2007

SMOG - Lançando polêmica na atmosfera

Como estudamos em Geoquímica Marinha, uma das formas de poluição atmosférica é o SMOG, que se forma da união das palavras smoke (do inglês: fumaça) e fog (do inglês: neblina). Bem sabemos que todo o processo de poluição atmosférica surgiu com a Revolução Industrial, onde o desenvolvimento econômico através da produção industrial foi buscada emitindo muita poluição gerada pela queima de combustíveis fósseis. E atualmente estamos nessa "luta contra os tais gases que acabam com a camada de ozônio". Não sei o quanto estamos na luta individualmente, mas o tal "Protocólo de Kyoto" pediu responsabilidade de alguns países, e alguns não entraram "no jogo", tentado se desviar do assunto dizendo que apóiam pesquisas para novas formas de energia. E o Brasil parece que não tem atingido a meta necessária, também ouvi falar que os países da União Européia que não cumprirem com o "prometido" serão "retirados da Comunidade Européia", se não me engano, parece que Portugal estava na lista. (Não vou confirmar as fontes a vcs porque foram notícias que li e ouvi... Mas todo mundo pode verificar a veracidade com pesquisas rápidas na internet. Pretendo apenas, com este post levantar uma auto-reflexão sobre os assuntos).

Lançando um assunto da revista Veja, publicada em 10 de Outubro de 2007, fala-se de um tal "ELETROSMOG", afinal, estamos tão cercados de tecnologia eletro-eletrônica quanto da tecnologia industrial (sim, aquela da Revolução em meados do século 20, não vamos esquecer que já estamos no século 21!!!).

Vimos o que a tal "revolução industrial causou", mas também não havia muita ciência (saber) na época para alertar sobre o assunto. Atualmente, não temos desculpas com relação à falta de ciência (conhecimento) quanto a muitos assuntos é só buscar saber por várias fontes confiáveis e confirmar umas nas outras. Assim, são feitas as pesquisas.

A citada revista aponta muitos lados:

  1. As queixas dos "eletrossensíveis"




  2. O surgimento de "aparelhos" que permitem insolar as ondas de eletricidade




  3. O que a ciência diz, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) analisou mais de 25 000 casos e não achou que eles sejam nocivos entre outras análises. E alguns "pontos de vista de alguns países" de quem acha melhor previnir:


  • Alemanha: o governo aconselha a população a evitar o uso de redes sem fio (wi-fi) até que se estudem melhor os efeitos de suas ondas eletromagnéticas no organismo;




  • Inglaterra: o Departamento de Saúde sugere aos jovens com emnos de 16 anos que usem o celular somente para ligações essenciais;


  • Suíça: o governo recomenda que aparelhos elétricos e sem fio fiquem a uma distância mínima de 2 metros da cama das crianças.

Meu ponto de vista é: se não exagerarmos em nada, acho que tudo é possível ser utilizado, as medidas sugeridas acima pelos "países" nada mais são que uma "dosagem" de tecnologia adequanda. Onde eu interpretaria como: limitem-se aos seus limites financeiro e do corpo-saúde, jovens e crianças devem interagir com pessoas para que sejam sociáveis e não se isolem atrás de máquinas, e que lugar de dormir é lugar de dormir, principalmente para bebezinhos em formação =)
Este é o ponto de vista de uma das "eletrossensíveis" que acaba até interferindo no campo eletromagnético das maquininhas com as quais trabalha. Podem perguntar ao técnico de informática que não sabia como o meu PC não ligava quando ele tentava ligar e ligava ligeirinho comigo há uns dois anos, se isso é verdade ou não =) Caso ele se lembre ;)


(Fontes:


Revista Veja, 10 de Outubro de 2007;

Minha cabeça com as aulas do professor Dr. Paulo Baisch misturando tudo isso e colocando aqui! =)

quarta-feira, outubro 10, 2007

Blog

Tenho considerado os blogs uma forma de Jornal global livre. Inclusive é o que estamos aqui fazendo: desvendando a vida por trás da Oceanologia. A participação dos humanos e a importância dos mesmos na ciência. Incuindo a importância da socialização e das responsabilidades de cada um, a participação de todos de acordo com suas habilidades.


Por falar em globalização de informação, estou divulgando o nosso endereço para nossos colegas de profissão e pros meus amigos de coração (alguns estão, senão a maioria, estão nas duas categorias...hahaha)

Glub-glub-blog =)

sexta-feira, outubro 05, 2007

Oceanologia

Já que o intuito do blog é oceanográfico vou falar um pouquinho sobre o "Oceanologia na Furg". Somos todas oceanólogas formadas por esta universidade, e que trabalham com pesquisa, cada uma em sua área: Angel com resíduos sólidos, Mari com fisiologia animal, Má com gerenciamento costeiro e eu com dinâmica de populações.

Nosso curso é composto por 3 grandes áreas:
    1. Oceanografia Biológica
    2. Oceanografia Física
    3. Oceanografia Quimica
    4. Oceanografia Geológica

    Em geral todos os estudantes, logo na metade do primeiro ano, ou no segundo, já conseguem bolsas de trabalho em algum dos diversos laboratórios (quando procuram acham!!). Alguns laboratórios são bem concorridos como os de mamíferos marinhos (trabalhar com coisas bonitinhas é o que pensam, como se enganam); nos laboratórios da física (acham que é só apertar ) e até mesmo na geológica já visando bolsas da ANP . O oceanólogo formado pela FURG têm uma formação técnica e científica direcionada ao conhecimento, a interpretação e a previsão dos fenômenos que ocorrem nos oceanos e ambientes transicionais, sob os aspectos físicos, químicos, geológicos e biológicos, visando a utilização racional de todos os seus domínios.


    Quem quiser mais informações sobre o curso de OCEANOLOGIA da FURG pode acessar o seu site: http://www.oceano.furg.br/ .